Magistrados paraibanos participam de Media Training

02/06/2014 às 15:16

Treinamento, que termina na próxima quarta, inclui palestras, debates e oficinas


            O núcleo paraibano da Escola de Magistratura Federal na Paraíba (Esmafe-PB) e a Escola de Magistratura da Paraíba (Esma), com apoio do Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5, deram início, hoje (2/06), ao Media Training para juízes federais e estaduais, curso que, a partir do entendimento dos modos de produção da imprensa, orienta magistrados para lidar com a mídia.

            Participaram da abertura do evento a presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), desembargadora Fátima Bezerra; o diretor da Esmafe, desembargador federal Marcelo Navarro; o desembargador federal Rogério Fialho; a diretora de Foro da Seção Judiciária da Paraíba (SJPB), juíza federal Helena Delgado; o diretor de Foro da Seção Judiciária do Ceará (SJCE), juiz federal Leonardo Resende; e o diretor do núcleo paraibano da Esmafe, juiz federal Bruno Teixeira.

            Fátima Bezerra abriu o treinamento, defendendo a importância de realizá-lo, visto que a comunicação desempenha um papel fundamental nos dias atuais. “Quando eu iniciei na magistratura, a orientação que recebíamos era: ‘escreva tudo, não fale nada’. A comunicação era um tabu. Mas, hoje, é uma necessidade. A magistratura está tão exposta que é preciso que a gente mude a face da justiça, e só uma boa comunicação é capaz disso. Falar bem é um dom, mas falar adequadamente é treinamento”, assegurou.

            O primeiro painel do curso, sobre as relações entre a Mídia e o Judiciário, foi conduzido por Marcelo Navarro e Leonardo Resende. Para Marcelo Navarro, hoje existe uma demanda imensa de comunicação com a sociedade, e o juiz precisa se apropriar desse conhecimento. “A fundação real de uma democracia depende de uma reflexão profunda do Poder Judiciário sobre a sua legitimidade. Diferentemente dos poderes Executivo e Legislativo, nós somos investidos no cargo através de concurso público. Em tese, não precisaríamos mais nos preocupar com legitimidade, mas isso seria um absurdo, porque o povo, direta ou indiretamente, é a única fonte de poder admissível numa democracia e na República”, ressaltou Marcelo Navarro.

            Leonardo Resende falou sobre a Loman (Lei Orgânica da Magistratura Nacional), em contraponto à superexposição. “Se interpretada adequadamente aos novos tempos, de modo algum a Loman proíbe a interação com a mídia, apenas recomenda o compromisso com a imparcialidade e a credibilidade. O andamento do processo, as principais questões e o impacto social da decisão são salutares que sejam compreendidos pela população. O que deve ser evitado é a exposição excessiva, que a iniciativa vire autopromoção”, explicou.

            Ao longo do dia, os magistrados debateram a relação entre jornalistas e juízes e passaram por um circuito de mídia, além de experimentarem situações fictícias de gerenciamento de crise, coordenados pelas jornalistas Dione Tiago e Adriana Dutra, do Centro de Produção do Conselho da Justiça Federal (CPJus/CJF). “Nós temos uma Constituição (Federal) que preza muito pela transparência e a eficiência; a ponte entre isso é a técnica, e o que estamos buscando é mais conhecimento para prestar um serviço jurisdicional melhor à sociedade”, enfatizou o juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública de João Pessoa e coordenador dos cursos de magistrados da Esma, Marcos Salles.

            Amanhã (3), eles participarão de palestras com as jornalistas Roberta Bastos, assessora de Comunicação do CJF, Isabelle Câmara, diretora de Comunicação do TRF5, e Marcela Sitônio, assessora de Comunicação do TJPB, sobre o papel das assessorias de imprensa oficiais. Na quarta, participarão de palestras com jornalistas e farão visitas técnicas aos sistemas de comunicação locais.


Divisão de Comunicação do TRF5
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